Feijoada amiga da Helaiz  escrito em domingo 25 maio 2008 19:12

Blog de helaiz :Movimento Helaiz - Mães em ação contra o rapto, o seqüestro e o desaparecimento de crianças, Feijoada amiga da Helaiz

Helaiz em dia de feijoada amiga 
 

Foi uma Feijoada Amiga. Feijoada solidária e também gostosa. Disto, não restataram dúvidas!!! Isso porque foi feita com muito amor e com um verdadeiro espírito de confraternização.

Comemoramos a existência do Movimento Helaiz com pessoas que consideramos amigas de primeira hora do nosso projeto.

E compartilhamos com nossos amigos a emoção que sentimos com as nossas primeiras conquistas.

Podem parecer modestas essas conquistas, mas são importantes porque representam os primeiros sinais de vida de Helaiz.

Somos mães dispostas a lutar muito e com todas as nossas forças por um mundo melhor e mais seguro para os nossos filhos e todas as crianças.

Temos um projeto criado para preservar vidas – o presente e o futuro de toda uma geração.

Que outro modo haveria de dar um sentido a nossas vidas depois que tomaram de nós as vidas das nossas filhas?

Compartilhamos com vocês nossos melhores sentimentos. Por exemplo, a esperança que ainda somos capazes de sentir em nossos corações.

Assim como o amor, a solidariedade e a coragem.

Além da nossa própria disposição para uma ação social que consideramos, mais do que justa, necessária.

Temos a ambição de contagiar vocês e quem mais pudermos com nossos sentimentos:

Obrigada aos amigos que participaram conosco da primeira Feijoada Amigas do Movimento Helaiz!

 

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Quinta da Boa Vista - A primeira ação pública  escrito em domingo 25 maio 2008 18:14

Blog de helaiz :Movimento Helaiz - Mães em ação contra o rapto, o seqüestro e o desaparecimento de crianças, Quinta da Boa Vista - A primeira ação pública

Mães em ação na Quinta

 O seqüestro de crianças inspirou espetáculo de teatro ao ar livre que reuniu no parque de São Cristóvão centenas de crianças e adulto

 

No Domingo de Páscoa (23/03), centenas de pessoas se reuniram, das 9h às 13h, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, para a primeira ação social promovida pelo movimento Helaiz - criado por mães cujas filhas foram seqüestradas e mortas para combater esse tipo de violência.

Após um momento ecumênico de oração, um espetáculo de teatro, encenado ao ar livre pelo Grupo Tá na Rua, envolveu e comoveu pessoas de todas as idades ao levar, de modo lúdico e interativo, a mensagem de alerta do movimento Helaiz sobre os perigos existentes e os cuidados necessários para a prevenção desse tipo de violência.

Realidade e ficção, lágrimas e sorrisos se misturaram na apresentação teatral. Mães que tiveram de fato seus filhos seqüestrados deram seu depoimento verdadeiro e ofereceram às mães dicas de segurança que liam em cartões que retiravam de uma imensa cartola "mágica" e colorida. Por meio das diferentes histórias encenadas com humor e sensibilidade, personagens como a raposa boa e a bruxa bonita envolveram as crianças em enredos criados para lhes mostrar que o vilão nem sempre se apresenta feio ou com cara de mau.

Ao final do espetáculo, seis mil pedaços de bolo de chocolate, feitos com semente de abóbora, foram servidos ao público freqüentador da Quinta da Boa Vista por mães de crianças desaparecidas atendidas pelo Projeto Mais Energia, de ensino de culinária com o aproveitamento total de alimentos, patrocinado pela Firjan e pela Minasgás, em parceria com o Programa SOS Crianças Desaparecidas, do governo estadual.

Pulseirinhas de identificação, fornecidas pelo SOS Crianças Desaparecidas, foram distribuídas pelas mães do movimento Helaiz. Ainda assim, no início da tarde, a Guarda Municipal informava que mais uma criança havia se perdido de seus parentes dentro do parque. O segundo caso do dia.

"Essa foi apenas a primeira de nossas ações. Pretendemos agir concretamente, em escolas e espaços públicos, em um corpo-a-corpo com a população de risco. Crianças perdidas, quando há solidariedade, acabam reencontrando seus pais, a não ser que se tornem vítimas de criminosos", explicou Helena Elza de Figueredo, uma das mães fundadoras do movimento Helaiz. "Acho que a ação foi bem sucedida porque conseguimos mostrar que cada um de nós pode fazer alguma coisa para prevenir o desaparecimento ou o seqüestro ou a morte de nossas crianças", avaliou Márcia Evangelista Cruz, também fundadora do Helaiz.

 

Sobre o Helaiz

O movimento Helaiz foi assim batizado por Helena Elza de Figueiredo e por Márcia Evangelista Cruz em memória de suas filhas Maria Heloísa e Laiza. As meninas, de nove e 11 anos, foram seqüestradas em suas casas (no Morro do Tuiti, em São Cristóvão, e na Rua do Santana, Centro) e mortas em julho e agosto de 2006, respectivamente.

Elas não terão de volta as suas filhas, mas não se conformam com o fato de haver outras crianças em risco de ter o mesmo destino. Por isso, decidiram criar um movimento social de alerta à população sobre os perigos existentes e os cuidados possíveis para a prevenção de novos casos de seqüestro e assassinato de meninas e meninos. A maioria das vítimas é pobre e fica em casa enquanto os pais trabalham, mas sem dinheiro para pagar babá ou creche particular. Elas são levadas de dentro de suas casas ou abordadas nas ruas.

"Queremos despertar a solidariedade no combate a esse tipo de violência. Temos de ser todos responsáveis pelas crianças, mesmo por aquelas que não são nossas filhas", afirma Márcia. "O poder público precisa agir, garantindo creches e escolas em tempo integral, assim como investigando e punindo os criminosos, mas temos também que fazer a nossa parte", explica Helena, sobre a razão da existência do movimento Helaiz.

 

Contexto:

 

.Das cerca de 400 crianças desaparecidas no Rio de Janeiro, 5% foram raptadas.

.Somente em 2006, houve o rapto de quatro meninas.

.Duas dessas meninas, levadas de suas casas, em São Cristóvão e no Centro da cidade, foram assassinadas e os corpos, encontrados em Seropédica, zona oeste do Rio.

.As vítimas têm perfil recorrente: são pobres e costumam ficar em casa, com irmãos, para que os pais possam trabalhar.

.Mais de um autor de raptos já foi identificado por testemunhas em retratos falados.

.A tática empregada no crime é recorrente: vítimas previamente escolhidas, muitas vezes na porta da escola, crime planejado, uso do convencimento para que as crianças sigam os seus algozes.

.Há outras táticas, como a oferta de cestas básicas, de brinquedos ou doces, mas na maioria dos casos recentes os criminosos entraram nas casas das vítimas, fingiram falar com as suas mães ao telefone e alegaram ter de levar ao conserto eletroeletrônicos furtados das casas, em companhia das vítimas.

.De acordo com as investigações policiais, há sempre cúmplices envolvidos, como taxistas e receptadores de eletroeletrônicos do camelódromo da Uruguaiana.

.Há muita desinformação em relação aos cuidados preventivos.

.Não há uma política pública que garanta espaço seguro em tempo integral para crianças na faixa etária de risco.

.A legislação federal obriga a polícia ao registro de ocorrência imediato, mas nem sempre isso ocorre.

Missão da Helaiz

Promover ações sociais nas escolas e espaços públicos para conscientizar crianças e adultos sobre os perigos existentes e os cuidados possíveis para se evitar o seqüestro, o rapto e o desaparecimento de crianças, assim como lutar contra a impunidade e por políticas públicas preventivas

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Por que Helaiz?  escrito em quinta 10 abril 2008 23:07

Blog de helaiz :Movimento Helaiz - Mães em ação contra o rapto, o seqüestro e o desaparecimento de crianças, Por que Helaiz?

Márcia e Helena, mães fundadoras do Movimento Helaiz

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Para prevenir o rapto, o seqüestro e o desaparecimento de crianças no Rio de Janeiro.

•Porque há muita desinformação em relação aos cuidados preventivos.

•Não há uma política pública que garanta espaço seguro em tempo integral para crianças na faixa etária de risco.

•Das cerca de 119 crianças atualmente desaparecidas no Rio de Janeiro, 5% foram raptadas.

•Em 2006, houve o rapto de quatro meninas. Pelo menos mais um caso em 2007 e outro em fevereiro deste ano.

•Na maioria dos casos, as vítimas figuram como desaparecidas, mas pelo menos duas meninas foram seqüestradas, em 2006, de suas casas, em São Cristóvão e no Centro do Rio, assassinadas e os corpos, encontrados em Seropédica, zona oeste.

•As vítimas são pobres e ficam em casa para os pais trabalharem.

•Mais de um autor de raptos já foi identificado por testemunhas em retratos falados.

•A tática empregada no crime é recorrente: vítimas previamente escolhidas, muitas vezes na porta da escola, crime planejado, uso do convencimento para que as crianças sigam os seus algozes.

•Há outras táticas, como a oferta de cestas básicas, de brinquedos ou doces, mas na maioria dos casos recentes os criminosos entraram nas casas das vítimas, fingiram falar com as suas mães ao telefone e alegaram ter de levar ao conserto eletroeletrônicos furtados das casas, em companhia das vítimas.

•De acordo com as investigações policiais, há sempre cúmplices envolvidos, como taxistas e receptadores de eletroeletrônicos do camelódromo da Uruguaiana.

•A legislação federal obriga a polícia ao registro de ocorrência imediato, mas nem sempre isso ocorre.

Público-alvo

•Crianças do grupo de risco

•Famílias

•Autoridades do poder público

•Imprensa

•Formadores de opinião

Estratégia

•Realização de ações em escolas e espaços públicos freqüentados pelo grupo de risco

•Utilização de recursos lúdicos e interativos

•Formação de parcerias

•Produção de eventos para geração de recursos

•Aceitação de doações

Primeiras ações públicas

•Encontro com as mães de crianças do Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, em maio de 2007, que iniciou o movimento.

•Ação de conscientização de crianças e suas famílias na Quinta da Boa Vista, no Domingo de Páscoa deste ano de 2008, de forma lúdica e interativa, com espetáculo concebido especialmente para a ocasião pelo Grupo Tá na Rua, e com distribuição de bolo ofertado por mães atendidas pelo projeto Mais Energia, patrocinado pela Firjan e pela Minasgás.

• Feijoada Amiga realizada, no Centro do Rio, em abril, para confraternização dos amigos da Helaiz e para captação de recursos para o pagamento das despesas referentes à ação na Quinta da Boa Vista.

Próximas ações

•Criação de gibi com mensagem de prevenção do seqüestro, rapto e desaparecimento de crianças.

•Promoção de ações de prevenção em escolas públicas de Ensino Fundamental, em parceria com o grupo de teatro Tá na Rua.

 

Responsabilidade

•Helaiz – Movimento de Ação Social contra o Seqüestro, o Rapto e o Desaparecimento de Crianças.

 

Contatos

•Helena – 9444-8206

•Márcia – 9872-6003

 

 

•Paula Máiran – 9114-6211 (assessoria de comunicação)

 

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