Todas as crianças merecem proteção  escrito em quinta 04 dezembro 2008 23:52

O desaparecimento e o seqüestro de crianças e adolescentes é um problema de todos. E também representa um tema complexo, uma equação a exigir ações múltiplas e interdisciplinares, nos mais diversos campos, para a sua solução.

Mas entre tantas ações necessárias, lutamos, acima de tudo, pela prevenção, pela proteção em tempo integral das crianças e dos adolescentes, e contra a impunidade. Trata-se de claro dever do Estado e também de cada família de nosso país, de toda a sociedade.

Identificamos três campos de batalha: o poder público, a família, o público infanto-juvenil.

Do poder público, devemos, unidas e articuladas, cobrar mais empenho e mais eficácia tanto na prevenção — por meio da criação emergencial de uma rede de efetiva proteção, por meio da atenção em tempo integral nas escolas e/ ou outras instituições — quanto na investigação policial dos seqüestros de meninos e meninas, crimes, na maioria dos casos, que costumam dormitar na impunidade. Não podemos nos calar.

À sociedade, devemos conclamar para o resgate da convivência solidária nas comunidades. Propomos o projeto emergencial Mãe da Vez, para a realização de um rodízio de responsabilidade em cada comunidade no cuidado das crianças e adolescentes. Que a cada dia ou semana, uma mãe diferente fique responsável por bebês, por acompanhar estudantes no ir e vir da escola, na brincadeira em casa ou em áreas livres. O fato é que a maioria dos desaparecimentos e seqüestros ocorre contra crianças de famílias sem dinheiro para contratar babás ou pagar creches particulares.

Também cobramos de cada cidadão o pleno exercício do seu papel de testemunhas. Chega de individualismo, de achar que ninguém tem nada a ver com a vida alheia. Todos temos, sim, a obrigação de intervir em qualquer situação que signifique um meio de salvar vidas, impedir crimes ou impunidade.

Não podemos impor as nossas crianças o peso da responsabilidade por sua própria proteção. Essa é uma responsabilidade de todos os adultos de nossa sociedade. Propomos, ainda assim, a realização de trabalho preventivo para promover um comportamento mais seguro do público vulnerável, por meio de campanhas educativas nas escolas, comunidades, espaços públicos.

Perdemos nossas filhas. E testemunhamos que outras mães perderam e continham perdendo as suas crianças. Quantas ainda havemos de perder?

Perdemos nossas filhas, mas não o nosso sentimento de maternidade. Por isso, decidimos lutar por mudança. Queremos nada menos do que o justo, aquilo que já é previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, lei que completou neste ano 18 anos de existência.

 

 

 

permalink

Participe da primeira assembléia do Movimento Helaiz  escrito em quinta 07 agosto 2008 02:32


Queridos amigos,

Todos estão convidados a participar da primeira assembléia do Movimento Helaiz.

A presença de todos será muito importante porque, na ocasião, será discutido, definido e homologado, em votação aberta, o estatuto oficial do movimento de prevenção ao seqüestro, rapto e desaparecimento de crianças.

A presença de cada um de vocês será muito importante, pois a aprovação do nosso estatuto vai representar a base para a evolução, em bases bem fundamentadas, da luta de mães por mais segurança para suas crianças.

Precisamos da participação de cada um de vocês!

Mães do Movimento Helaiz


Data: 30 de agosto (sábado).
Horário: 14h.
Endereço: Rua Leocádio Figueiredo, 465, loja B (salão de igreja) - Guadalupe - Avenida Brasil (próximo ao mercado Varejão) - Zona Norte.

Mais informações:  Helena - 9444-8206

permalink

Saiba como e porque participar da criação do Manual Helaiz de Prevenção  escrito em sexta 06 junho 2008 18:04

O Movimento Helaiz quer e precisa contar com a sua participação direta na prevenção do seqüestro, rapto e desaparecimento de crianças.

As suas idéias e a sua experiência de vida (especialmente no caso de quem estuda, trabalha e/ ou convive rotineiramente com crianças) são muito importantes.

No momento, precisamos de sugestões para uma primeira etapa do processo de elaboração do Manual Helaiz de Prevenção do Seqüestro, Rapto e Desaparecimento de Crianças.

Nossa intenção é compor um conselho de mães, profissionais de educação, assistência social e psicologia, além de magistrados, defensores públicos, promotores, conselheiros tutelares e autoridades policiais, para estudar as sugestões propostas pelo e-mail  do  movimento: helaiz.figueiredocruz@bol.com.br.

Deverão ser selecionadas as que forem consideradas as mais eficazes.

O conjunto de sugestões eleitas para compor o manual também servirá de base para a criação de outras ferramentas de comunicação do Movimento Helaiz (revista em quadrinhos, espetáculos teatrais, cartilhas, folderes etc).

Os autores das sugestões escolhidas terão o crédito reconhecido em todo e qualquer material produzido e divulgado que as contenha.

Sugestões serão sempre bem-vindas, mas para garantir mais agilidade na reunião destas, e conseqüentemente na posterior produção de nosso material de prevenção,  decidimos fixar em 30 de junho o prazo para o envio das idéias.

Contamos com a sua participação!

 

permalink

Helaiz participa do I Encontro Bem-estar com Amigos do Peito  escrito em segunda 26 maio 2008 01:38

Helaiz em sintonia com Amigos do Peito

No 15 de junho de 2008, na Praça Júlio de Noronha, no Leme, Rio de Janeiro, haverá, das 9h às 18h, o I Encontro Bem-estar com Amigos do Peito. O Movimento Helaiz foi convidado a participar do evento em tenda cedida pela Associação Brasileira Amigos do Peito.

  A entidade Amigos do Peito promove o aleitamento materno e projetos de fortalecimento de ideais humanistas e solidários.

Na praça da zona sul, haverá palestras preventivas de saúde, planejamento familiar, psicologia, serviço social e apoio jurídico, entre outras ações, como a que será feita pelo Movimento Helaiz, de prevenção de seqüestros, rapto e desaparecimento de crianças.

Mais informações: 2224-3400/ 9644-8833/ itamarciamarcal@yahoo.com.br.

permalink

Carta à Ana Carolina de Oliveira  escrito em segunda 26 maio 2008 00:28

 

Querida Ana,

Já fomos crianças, brincamos de boneca, crescemos e junto de outros sonhos sonhamos em ser mãe.

E Deus nos premiou com nossas filhas.

Com elas, fomos muito felizes.

Vimos as meninas sonharem como um dia sonhamos, mas elas não tiveram a oportunidade de crescer para verem os seus sonhos acontecerem.

Como Isabela, elas foram brutalmente arrancadas do nosso convívio.

 

Hoje, nestas linhas queremos passar para você perseverança e força.

Queremos manifestar a nossa solidariedade e mostrar como vivemos hoje.

A saudade é viva e constante, mas conseguimos superá-la pelo amor ao próximo.

E essa é a única forma de poder doar o amor que foi privado a nossas filhas.

Ana, se é que podemos te chamar assim, pois nos sentimos bem à vontade por ter vivido trauma semelhante ao seu, concordamos que o silêncio também é uma forma de gritar por justiça. Sabemos que de alguma forma você esta protestando contra essa dor.

Aceite nossa solidariedade,

Helena e Márcia

 

permalink